Minimalismo – Um documentário sobre coisas importantes

A não ser que você seja uma pessoa de muito autocontrole, certamente já passou pela situação de entrar em um lugar, comprar coisas que te dessem a sensação de extrema felicidade e satisfação, mas 5 minutos (ou nem isso) depois de sair da loja, sentir o peso do arrependimento. Porque eram coisas totalmente desnecessárias e essa foi a forma que você encontrou de tentar preencher algo que te falta dentro. É exatamente sobre isso que esse documentário disponível na Netflix fala: compulsão. Especificamente sobre o consumo compulsório.

Você com certeza já ouviu falar e até já passou por isso, pois tem sido algo cada vez mais frequente. E é sintoma de um dos maiores male que a humanidade tem sofrido: a ansiedade. A compulsão pode aparecer e se manifestar de diversas formas: na comida, na obsessão pelo corpo perfeito, trabalho, sexo, drogas, bebidas e, principalmente, nas compras.

Digo principalmente, pois somos bombardeados diariamente com a vida perfeita e o alto padrão que a sociedade nos impõe, através de propagandas ou no feed das nossas redes sociais. O tempo todo tem alguém ou algum anúncio publicitário nos dizendo o que devemos vestir, como devemos ser, o que devemos comer.

O documentário mostra vários especialistas que estudam o assunto. Assim como pessoas que já viveram dessa compulsão e hoje vivem de forma bem mais simples, aderindo à uma vida minimalista.

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Joshua Millburn e Ryan Nicodemus, dois amigos conhecidos como “Os Minimalistas”, mostram sua jornada em perceber o que estava acontecendo, a mudança de vida e o momento em que começaram a propagar isso através de palestras nos Estados Unidos.

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O aumento de publicidade para crianças e a sobrecarga que as tecnologias causam, não só nos pequenos, também é bastante abordado. Isso acaba gerando doenças psicológicas preocupantes, como a depressão e o pânico.

Sobre esse último, temos o testemunho de um apresentador do Good Morning America, que acabou desenvolvendo a compulsão pelo trabalho para mascarar a insegurança que sentia quando era apenas um estagiário. Isso o fez trabalhar incansavelmente, se automedicando de drogas recreativas e causando pânico em um dos programas, ao vivo.

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Assim como a fala de diversas outras personalidades que nos fazem repensar a nossa rotina e atitudes que são tomadas nela. Até que ponto é saudável, até onde podemos ir sem que fiquemos doentes e dependentes de coisas tão banais?

Ainda que você não sinta isso na pele, acredito ser muito importante saber mais sobre isso, as causas, os sintomas, como se cuidar e principalmente se autoanalisar.

No final, ele nos prova que é, sim, possível viver feliz e sem acúmulos que só nos deixam mais mais ansiosos e inquietos.

O documentário só tem 1h18 de duração, é muito tranquilo de assistir, até mesmo para quem sofre de falta de concentração, como eu.

“Ame as pessoas e use as coisas, porque o contrário nunca dará certo.”

Joshua Millburn

Beijos e até semana que vem,

Nayara Rosolen 

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