Ei, moço!

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Imagem: WeHeartIt

Ei, moço, espera só um pouco. Dá uma parada, por favor. Desacelera e presta atenção: Tem espaço para mim aí não? Te vejo correndo de um lado para o outro, atrás de alguém que sua companhia não está querendo. Tão injusto, mas tão humano – correr atrás de alguém que não nos quer. Por isso agora parei, atrás não corro mais, mas se você quiser parar… Olha só, não te prometo o mundo, só que sei juntos por ele podemos rodar.

De repente parar no seu apartamento ou, quem sabe, olhar alguns novos por aí. Fazer alguma bagunça, maior do que essa que você já fez ao passar por aqui.

Clica em ler mais para acabar de ler o post! Uma primeira parada na casa da sua mãe, que me olharia da cabeça aos pés, desconfiando dessa intrusa que quer roubar pelo menos um pouquinho da atenção do seu filho. Seria difícil: sou ótima em dar bons exemplos, mas péssima quando se trata em ganhar o coração de alguém, – talvez você já tenha percebido isso. Ainda assim, ajudaria a cozinhar, lavar a louça e diria quão bem foi feito o trabalho dela ao te educar. Pura verdade.

Talvez suas amigas não fossem com a minha cara e os seus parceiros não me achassem assim tão descolada. Provavelmente eu sentiria ciúmes delas (e de qualquer uma que já fizesse parte da sua vida ou esteja querendo entrar) e me sentisse desconfortável perto deles, por não ser assim tão sociável. Não sou perfeita, você sabe disso, sempre soube. Mesmo assim, toda vez que tentou me tirar da sua vida, de alguma forma voltou até aqui. Vai entender…

Não posso prometer ser algo que não sei se sou capaz de ser, que nunca mais iremos brigar, que não vou ter vontade de te matar por me deixar assim ou que não ficaremos alguns sem nos falarmos. Novamente. Mas prometo fazer alguma graça toda vez que me deixar vermelha só pra disfarçar, revirar os olhos toda vez que uma lição quiser me dar, ficar irritada em todas as ocasiões que com outra quiser me comparar e deixar pra lá sempre que perceber que apesar de nunca terem nos deixado em paz, eu já fazia parte da sua vida antes mesmo de saberem da minha existência. Meu lugar sempre esteve aí.

Podemos conhecer alguns lugares que sempre quisemos, realizar alguns sonhos que confidenciamos, conversar sobre coisas que ainda acreditamos ou ligar o rádio no último para que nenhuma palavra dita sem pensar possa estragar o momento. Sair por aí, viajar sem rumo.

Pra longe ou, quem sabe, um no outro… Sem ter que sair do lugar.

Nayara Rosolen

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3 comentários em “Ei, moço!

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