As virgens suicidas

A obra conta a vida das cinco filhas da extremista conservadora família Lisbon pela perspectiva dos colegas de sala, a história já começa falando do último suicídio, os garotos então teriam se reunido já em idade adulta para repassar os acontecimentos, para mais uma vez tentarem solucionar qual teria sido a razão que levou as meninas a decidirem se suicidarem.

Clica em ler mais para acabar de ler o post! As irmãs que eram mantidas com pouquíssimo contato com a sociedade, só se tornam mais reclusas com a morte da primeira, Cecília, a menos querida pela sociedade, julgada pelo seu jeito excêntrico, tentou se matar pela primeira vez com treze anos, sendo ela bem sucedida em sua segunda tentativa, o que mobilizou a comunidade, até que aos poucos todos foram esquecendo e seguindo suas vidas. Existem na ocorrência dos fatos algumas certas observações sobre os acontecimentos na cidade que coincidem com as datas dos suicídios, como as árvores ficando doentes, a greve dos coveiros que fez com que todas fossem enterradas juntas, a casa se deteriorando com o passar do ano. Os garotos mostram certa obsessão na vida reclusa delas, e tentam sempre fazer algum contato, quase como se tivessem um relacionamento com elas e as mesmas não soubessem disso. Com todos os problemas as garotas se tornam ainda mais próximas, ao passo que se excluem ainda mais da sociedade.
Cada garota possui uma diferente personalidade, sendo as duas que mais se destacam por isso seria Cecilia e Lux, uma por sua excentricidade e outra por ter grande carência e necessidade em relação a sexo, o que faz com que os meninos as vezes vejam vultos de pessoas andando no telhado da casa das meninas. Os garotos então passam a tratar isso quase como um jogo, competindo para ver quem se aproxima mais, quem consegue alguma pessoal delas, entre outras coisas. Apesar de o final ser óbvio ele é totalmente surpreendente. O livro trás em meio as lembrança desses rapazes crescidos varias reflexões sobre a vida adulta, sendo em nenhuma delas reflexões otimistas.
“Bêbadas, e nos beijando, ou desmaiadas em cadeiras, estavam destinadas à universidade, a maridos, à criação de filhos, a uma infelicidade apenas vagamente percebida — destinadas, em outras palavras, à vida.”
Um exemplo é esse, como eles descreviam a vida das garotas, que diferentemente delas nunca pensaram em suicídio e que enfrentariam o que viria pela frente.  E assim eles chegam ou não na conclusão que procuram, nostalgicamente lembrando-se daquelas que foram possivelmente o primeiro amor de grande parte dele.
Cabe ao leitor chegar as suas próprias conclusões dos motivos das garotas, deixarei a minha própria conclusão de lado na esperança de que você que tenha lido isso tenha algum interesse em ler esse livro, e então não ser influenciado por minha opinião. Espero que tenham gostado, é um livro que vale a pena cada pagina, bem diferente de tudo que eu já tinha lido, boa leitura 😉

Anúncios

2 comentários sobre “As virgens suicidas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s