A arte de ser trouxa

Após um exaustivo dia, repleto de realidades e melancolias, o corpo acomoda-se, em total harmonia à cama. Parecem perfeitos, nascidos um para o outro. A cabeça aconchega-se no travesseiro, a vontade grita por fechar os olhos e ter uma noite de sono revigorante. Grita, mas acontecer? Demora um pouco.

Somos nós uma sociedade secreta. Agentes que são formados nas noites, em casas distintas mas que gabarita as provas desse curso. Faculdade essa que agrega o carinha da padaria, o sorveteiro da praia, o estudante de Medicina, o advogado da esquina de cima. Distintos, mas formados e com até pós graduação em uma arte específica: ser trouxa.

Se você acredita em astrologia, vai aí então quem são os mestres (que creio eu serem os professores desse curso todo): os piscianos. Gente, eu sou desse bendito signo e não é querendo buscar um “escape” para meu trouxismo, mas tenho gabaritado na área.

Tudo bem, meus caros, talvez não esteja claro sobre de quais tipos de “trouxas” eu estou falando. Especificamente são esses que, como eu, tem sofrido desse tal mal de idealizar o mundo. Pior doença, se vacinem…

Você desenha imaginariamente toda a sua vida. E eu não estou falando de “querer” alguma coisa. Não estou falando de se ter sonhos na vida, metas ou objetivos. Eu estou falando de encostar a cabeça no travesseiro e imaginar de tudo um pouco. Gente, que como eu, deita e idealiza a vida até a velhice, desde os objetivos atuais, as metas daqui 20 anos até reviravoltas possíveis, acontecimentos inesperados e amores devastadores.

Ah! Os amores! Quer gente que consegue criar romances melhor que Nicholas Sparks e que consegue superar grandes autores em criatividade? São os que sofrem de Trouxismo idealizante (para dar um nome ao mal que sofremos). Sai tanto romance bonito com o menino do colégio, ou o crush da cidade vizinha, que se todos virassem livros, provavelmente seriam sucesso na certa.

Mas, sabe de uma coisa que nós, trouxas, temos e que ninguém que vive naquele mundinho objetivo tem? Fé. A gente acredita, parceiro, em todas as loucuras, por mais impossíveis que pareçam. Digo mais: somos “livres” em nós mesmo. Voamos. “Viajamos na maionese”. Saímos do chão do realismo. Vai por mim: torna tudo mais suportável!

Beijos, Vanessa.

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2 comentários sobre “A arte de ser trouxa

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