Desafio: Traição um prato que se come crú

Desculpa a demora pelo post, mas agora está no ar, mesmo com um nome um pouco emblemático parecendo de novela, o desafio que foi proposto para mim foi falar de traição, mas para ser um pouco mais criativo eu pensei em mostrar para vocês uma pequena crônica falando sobre.

Um prato que se come crú

Estava eu, pequeno Charlie, casado a exatamente 5 anos com uma mulher incrível, seu nome era Agatha, uma baixinha e nervosa, mas com um coração estrondoso, super fofa. Aconteceu algo comigo que poderia ter destruído tudo aquilo que eu sempre construí, sabe aquele sonho de ter uma família, viajar com os filhos, eu quase joguei tudo fora por uma bobeira, era 5 de novembro em 2002 na cidade de Madison em Wisconsin no EUA, quando Agatha e eu se mudamos para esta cidade, viviamos sempre felizes, nossa única preocupação era conseguir um lar adequado para John nosso pequeno que viria ao mundo em alguns meses, as primeiras semanas eram complicadas, pois não conhecíamos ninguém, até nossos vizinhos do subúrbio vieram nos darem oi, e este dia mudaria todas as nossas perspectivas de confiança, tínhamos uma vizinha solteira que decidiu se aproximar de nós, seu nome era Julie, com o tempo nós acabamos se aproximando dela, então em 3 fevereiro de 2003 Agatha estava no 6 mês de gestação e trabalhava em uma companhia de telefonia, como ela se enjoava fácil, tinha que tomar um remédio que evitava seus enjoos, porém ela esqueceu em casa o remédio, e me mandou uma mensagem para eu buscar, mas como eu estava em uma reunião só fui ver a mensagem 1h depois, então na pressa ela mandou mensagem para Julie pedindo para ela buscar, e explicou onde ficava a chave extra da nossa casa, que era no arbusto pequeno, embaixo do anão de jardim, quando eu saí da reunião fui para casa buscar o remédio, chegando em casa escutei um barulho da banheira ligada, então fui até o meu quarto verificar se Agatha tinha esquecido, então entro no banheiro e tem uma cartinha “Amor, deixei preparado para você, pode entrar que eu estou no banheiro de baixo e já subo para tomar um banho com você”, então tiro minha roupa todo feliz, entro na banheira, quando começo a ouvir barulho de alguém subindo as escadas, logo fico feliz pensando ser minha Agatha, porém quando a pessoa entra pela porta do banheiro, não era Agatha, era  Julie totalmente nua só esperando eu chegar, eu tomei um susto gigante, peguei a toalha que tinha do meu lado e corri para fora do banheiro deixando Julie lá dentro, fechei Julie para dentro e comecei a falar, o que você está fazendo em casa? Julie apenas respondia tentando abrir a porta “Vim aqui te ver, até que enfim poderei ter o que eu sempre sonhei, eu te quero, venha para o banheiro, sua mulher não está aqui”, eu continuei segurando a porta, foi quando escuto um barulho de carro chegando em casa, era Agatha, fiquei aliviado, até que eu me lembrei que eu estava só de toalha com as minhas roupas na cama, e a desgraçada da Julie tinha jogado suas roupas na nossa cama e bagunçado ainda, o cenário era o pior possível,  não tinha a menor ideia do que fazer, Agatha sobe as escadas ao ouvir Julie gritando, quando ela sobe e me vê, e percebe o quando eu chorava, ela olha para cama, olha para mim, e com toda calma do mundo que só pode ter vindo de Deus para ela não ter me matado naquele momento, com lagrimas nos olhos me pergunta, o que aconteceu? Eu então a explico, e ela fala “Depois vamos conversar sobre isso, primeiro abra esta porta”, Julie começa a gritar falando que tínhamos um caso, que tínhamos feito muito sexo, que eu não amava Agatha, então Agatha manda ela embora a gritos e chorando, falando que Julia nunca mais poderia colocar os pés nesta casa novamente. Julie sai da casa fazendo um show, então Agatha olha para todo o cenário e fala, “Charlie, eu quero realmente confiar em você, mas você sabe como vai ser difícil, você sabe né? Eu não sei se posso acreditar no que você me falou, não sei, tudo aqui mostra que você realmente me traiu”, foi quando um luz divina em trouxe a memória a baba eletrônica que eu tinha comprado para quando John nascesse em uma promoção, eu tinha configurado ela a alguns dias e deixei no nosso quarto no canto, ela gravava até 4 dias e depois ia apagava e gravava novamente, e foi o tempo exato que eu tinha comprado e configurado ela para testar, então falei para Agatha que só chorava que eu sabia como mostrar para ela, corri até o criado mudo, peguei a baba eletrônica, e por Deus ela tinha gravado e faltava apenas 10 minutos para apagar os quatros dias anteriores, então desliguei ela, peguei o SD e coloquei no meu computador, Agatha assistiu tudo o que aconteceu, ela chorou mais ainda, tudo deu certo, e nós nunca mais vimos Julie, alguns meses depois descobrimos que ela havia falecido, se eu contar qual foi o motivo, você não vai acreditar, foi de DST, uma doença rara que era passada durante relações sexuais que era mortal e tinha um prazo de 5 anos até o doente falecer, hoje em 2015,  John tem 12 anos, e eu posso ser pai dele e esposo da maravilhosa Agatha que esta gravida de Ammy.

Fiquem com esta história na mente de vocês, e reflitam nas amizades que vocês fazem, e na confiança que depositam nos outros.

Grato.
Lucas Luciani

Ps. É uma história fictícia escrita por mim

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