Você não é todo mundo!

Fala galera, tudo bem?

Ah como é difícil ser o peixinho fora d’àgua. A ovelhinha negra do grupo. A não encaixada. Quem nunca? Quando não? Eu praticamente tenho um manual disso: minha própria vida.

Sabe quando você não tem nada a ver com ninguém? Eu! Sempre ouvi bandas estranhas, gostava de tudo que ninguém gostava e sempre passava longe das preferências da maioria. E o melhor disso tudo é que eu até tentava.

Certo dia, por exemplo, fui bancar a festeira. Curtir a festa, dançar, aquele clima de nostalgia que não existia. Já estava errada porque a galera estava bebendo por demais e eu? Na água mineral. Convenhamos que cerveja nunca colaborou muito com meu estomago. Uma questão nata que evita que eu seja uma consumidora constante de cerveja. E  aí, por volta das 4hrs a manhã, a farsa caia por terra. Eu queria minha cama, minha casa e um bom sono. Tirar aquela maquiagem que estava irritando meus olhos, aquele vestido que eu não estava mais me sentindo bem com ele e aqueles saltos que estavam detonando meus pés.

Aliás, um parágrafo especial para questionar: como é que trocam uma boa noite com muito brigadeiro, filme e alguns dois amigos por festas onde detonam seus pés, não tem brigadeiro e todos ficam te olhando como se fosse uma carne amostra no supermercado? Ah,não, nunca foi para mim.

Mas eu tentei outra vez. Não sendo a melhor dançarina, me remexia como uma cobra mal matada, segundo o que eu acredito que seria dito pela minha mãe se me visse a dançar. Ah, mas ali eu bebi, não ia perder aquela integração social legal. E sabe o que me rendeu? Um belo tombo e alguns hematomas. Não me digam que perdi um sabadão de séries para voltar roxa, com a cabeça doendo e toda cansada?

Eu acredito que tenha alma de velha em um corpinho magrelo de 18 anos. Ou sou clichê demais. Prefiro churrasco, sossegado, com os amigos de todo dia. Aliás, prefiro ter os velhos e chatos amigos de todo dia (geralmente caracterizados como “nerdões” como eu sou). Um filme bom, uma série inteira ou um livro para os dias solitários. E não vejo nada de graça em ser uma amostra de cobra mal matada, onde todos te pegam com os olhos e saem apenas para beijar umas bocas aqui e ali. Ah, meus caros, por mais que não pareça, eu ainda prezo o bom e velho romantismo…

 

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4 comentários em “Você não é todo mundo!

  1. Me identifiquei, muitas vezes ja fiz isso, saí com amigos, baladas… e quando já estava lá, sempre vinha a perguntinha na minha mente: “o que estou fazendo aqui?”. As vezes a gente quer interagir mais, fazer parte da turma, maaaas sou chegada a lugares mais tranquilos e sossegados. Beijos, boa semana pra você!

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    1. Com certeza. Tantas vezes me coloquei a ir para lugares que não queria por achar a futilidade de socializar legal. Eu hoje vejo que o mínimo grupo social a qual mantenho é mais valioso que o imenso de antes. Nada como amigos que não cobram atitudes “aceitas” socialmente e que prefiram a paz e a tranquilidade.

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