Diário de uma Depressiva

Oie pessoal, o assunto de hoje é muito sério, o vídeo explica melhor o que é a depressão e como a pessoa é afetada com essa doença.

Entenda a diferença de DEPRESSÃO X TRISTEZA:

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Eu estava mexendo no instagram, e vi um insta chamado ”mulherzinhasqn” o que me chamou atenção na pagina foi algumas postagens sobre a depressão. A dona dessa insta se chama Ingrid Ribeiro ela tem 18 anos e sofre já faz 5 anos com esse problema. Acho que este não é um assunto muito falado, por isso eu resolvi fazer uma pequena entrevista com ela para compartilhar com a gente um pouco sobre sua história:

Ingrid Ribeiro: Tenho depressão desde que eu perdi minha mãe. Minha mãe faleceu de câncer quando eu tinha 13 anos, no ano seguinte comecei a ter problemas, só que acabei não seguindo com terapia e nem nada do tipo. Em 2014, acabei procurando um psiquiatra porque estava desconfiando que tinha tricotilomania, mania de arrancar cabelos. Na consulta ele me diagnosticou com depressão e ansiedade e ai eu fui seguindo os tratamentos com altos e baixos, desde então faço terapia.

Letícia Porto: Você disse que está fazendo terapia né, e que está seguindo o tratamento com altos e baixos. Nos dias que o seu dia não é bom, como você se sente, o que você sente?

Ingrid Ribeiro: Tristeza profunda, me sinto mal no geral, porque a depressão causa isso. Um desanimo de viver. As vezes vontade até de acabar com tudo.

Letícia Porto: E você já pensou em se matar?

Ingrid Ribeiro: Já sim, mas nunca tive coragem de abandonar o meu pai. Sempre penso nele e acabo desistindo.

Letícia Porto: Qual o motivo de você ter escolhido a internet para mostrar quem você é. É uma maneira de ser ouvida?

Ingrid Ribeiro: Não escolhi. Acho que acabei sendo escolhida, rs. Antes eu falava e escrevia sobre feminismo porque, obviamente, sou feminista e sempre gostei de escrever. Tanto que por isso o insta se chama ”mulherzinhasqn”. Acabei compartilhando uma vez sobre depressão e depois disso fui falando mais e mais. Porque vi que as pessoas se identificam com o que eu falo, que se sentem acolhidas, então continuei.

Letícia Porto: Qual o principal sentimento que você tenta passar para as pessoas que consomem os seus textos?

Ingrid Ribeiro: Depende. As vezes escrevo coisas bem pessoais e acho que, o que eu passo, é aquela sensação de não estar só. E gosto disso. Apesar de ser bem reservada. Isso é muito novo pra mim, compartilhar o que eu sinto. Mas é uma troca mútua. As pessoas do instagram também me ajudam quando comentam que eu ajudo, etc. Gosto de me sentir útil.

Letícia Porto: Você acredita que a idade que você tinha na época, foi responsável por iniciar uma fase de depressão na sua vida? 

Ingrid Ribeiro: Adolescência é um período bem tumultuado. Tem até um texto que gosto muito que fala que a adolescência é um dos períodos mais difíceis, porque você constrói sua base “você batalha em um oceano de emoções, tentando construir-se, como tentar construir uma casa em uma zona de guerra”. Então, talvez o período tenha sido propício para meus problemas mentais. Mesmo tendo um pai super presente. Nunca é fácil perder a mãe.

Letícia Porto: Então assim aos 13 anos tudo isso começou, você já sabia que era depressão ou pensava que era tristeza pelo fato de ter perdido sua mãe?

Ingrid Ribeiro: Achava que era normal, comecei a me isolar, me machucava as vezes e uma amiga contou para psicopedagoga da escola que me indicou psicólogo. Depois acabei largando a psicoterapia porque não me acostumei com a outra psicóloga. Só voltei em 2014.

Letícia Porto: E nesse meio tempo que você não foi em uma psicóloga você continuou se machucando e se isolando?. Os seus amigos te ajudavam?

Ingrid Ribeiro: Não, nesse tempo eu não focava muito nos meus problemas. Tentava estudar, ler, essas coisas. Não me machucava e não tinha mts amigos.

Letícia Porto: Você tem alguma religião?

Ingrid Ribeiro: Fui criada na igreja católica mas hoje em dia me considero agnóstica. Nem acredito em Deus e nem desacredito. Acredito que nunca saberemos. Tipo isso kk

Letícia Porto: E só a terapia tem ajudado?

Ingrid Ribeiro: Ajuda simA minha psiquiatra também é muito presente e me ajuda sempre que pode.

Letícia Porto: Conta um pouco como que funciona essas terapias.

Ingrid Ribeiro:  Minhas terapias são normais. Com a psicóloga. Conversamos sobre meu dia, sobre meus problemas, qualquer coisa e me faz muito bem. Também gosto de fazer outras coisas, tipo, pole dance, sou apaixonada! Me traz muita sensação de bem estar que a depressão me tira.

Letícia Porto: E você tem melhorado a cada dia?

Ingrid Ribeiro: A melhora depende muito. É muito difícil falar que a melhora é sempre crescente porque as vezes ela fica estagnada. Mas acredito que venho melhorado das crises e tô conseguindo agir melhor em relação aos meus transtornos.

Letícia Porto: Qual é o seu maior sonho?

Ingrid Ribeiro: Nunca parei pra pensar qual seria o meu maior sonho. Agora tô refletindo sobre isso. Tenho vários: quero saber lidar melhor com meus problemas e não ser nunca mais dependente deles, escrever um livro e viajar pelo mundo hahaha.

Letícia Porto: Quero que mande uma mensagem para os nossos leitores, para as pessoas que talvez estejam passando pela mesma situação que você e que vão ler essa pequena entrevista:

Ingrid Ribeiro: Para você que tem depressão ou passa por problemas psicológicos. Não desista de si! Lute até onde puder, sei que muitas vezes não é fácil mas um dia conseguimos. Procure ajuda e não deixe que os problemas tomem conta de você e da sua vida.

 

 

Bom final de domingo para vocês.

 

 

 

 

 

 

 

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